quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
mar de xaraes
rio é margem
rio é miragem
rio que chove na paisagem
o tempo lento
eu invento moda
bandeira ao vento
matos e matas
rumo a dentro
o rio a fora
o rio é ida
é despedida
volta a esperança
a lua dança
rio mudança
águas ramagens
miram passagens
nos vastos pastos
roçam no vento
o que é que está
do lado de lá ?
é mar
é mar
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
fruir
o fluxo do tempo
flutuar
ao relento
fluir
líquido no vento
ralentar
este momento
sover e absorver
ler e rever
ver e reler
solver e absolver
nada disso me resolve
quando ando às voltas
quanto estou às tontas
como amarro as pontas
o que você me conta ?
sou toda ouvidos
até o meu umbigo
tem diminuído
até os acentos
eu economizo
os centavos
os delitos
sou toda instinto
quem com ferro fere
com ferro será ferido
quem usufrui o tempo
desse fluxo incontido?
o fluxo do tempo
flutuar
ao relento
fluir
líquido no vento
ralentar
este momento
sover e absorver
ler e rever
ver e reler
solver e absolver
nada disso me resolve
quando ando às voltas
quanto estou às tontas
como amarro as pontas
o que você me conta ?
sou toda ouvidos
até o meu umbigo
tem diminuído
até os acentos
eu economizo
os centavos
os delitos
sou toda instinto
quem com ferro fere
com ferro será ferido
quem usufrui o tempo
desse fluxo incontido?
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua vem
a lua vai
a lua volta, menina
a lua míngua, mina
desaparece
está no céu de dia
à noite cresce
a lua cheia
chega
a noite tece
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua é mulher
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua vem
a lua vai
a lua volta, menina
a lua míngua, mina
desaparece
está no céu de dia
à noite cresce
a lua cheia
chega
a noite tece
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua cheia cheira
perfume de flor
a lua cheia tem perfume
de flor-de-laranjeira
a lua é mulher
sábado, 7 de fevereiro de 2009
assombros
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
ser ou não ser
moda da menina trombuda
é a modada menina mudada
menina trombuda
que muda de modos e dá medo
(a menina mimada!)
é a moda da menina muda
que muda demodos
e já não é trombuda
(a menina amada!)
*****************
a bailarina
esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina
não conhece
nem dó nem ré
mas sabe ficar
na ponta do pé
não conhece
nem mi nem fá
mas inclina o corpo
para cá e para lá
não conhece
nem lá nem si
mas fecha os olhos
e sorri
roda, roda, roda
com os bracinhos no ar
e não fica tonta
nem sai do lugar.
põe no cabelo
uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu
esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina
mas depois esquece
todas as danças,
e também quer dormir
como as outras crianças
Cecília Meireles in ou isto ou aquilo
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
canção de amor dimpulso
...
tenho certeza
tereza
eu vou pagar as contas
vou entregar os pontos
vou entoar um ponto
vou te contar um conto
tereza
eu vou te amar
como um louco tereza
vou me entregar
vou me curvar
eu vou ceder
só pra ver você chegar
você passar
tereza
posso quebrar a cara
posso sair de cena
posso entrar em cana
pra você tereza
me notar
deixar de fazer onda
sair da praia
enfim
cair no mar
mergulhar
em mim
tereza do mar
tenho certeza
vou te amar
(toda canção de amor é rídicula
não seria se não fosse)
tenho certeza
tereza
eu vou pagar as contas
vou entregar os pontos
vou entoar um ponto
vou te contar um conto
tereza
eu vou te amar
como um louco tereza
vou me entregar
vou me curvar
eu vou ceder
só pra ver você chegar
você passar
tereza
posso quebrar a cara
posso sair de cena
posso entrar em cana
pra você tereza
me notar
deixar de fazer onda
sair da praia
enfim
cair no mar
mergulhar
em mim
tereza do mar
tenho certeza
vou te amar
(toda canção de amor é rídicula
não seria se não fosse)
domingo, 25 de janeiro de 2009
Cântico negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
poema de José Régio
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
múltiplo
como é bom acordar
com o dinheiro na conta
muito trabalho na agenda
com o dia cheio
e a carteira vazia
sem
dívidas
melhor ainda dormir
com a consciência tranquila
de uma tarefa cumprida
com a barriga cheia
e a cabeça vazia
sem
dúvida
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
sem dinheiro porém com inspiração
.
ser contemplado é fácil
difícil mesmo receber a verba
gastar dinheiro é fácil
o difícil é fazer render
bordar a renda é difícil
é mais difícil escolher
dizer poema é fácil
mais fácil ainda entender
bordadeira borda
o poeta chora triste que é
a rendeira rende
a viola chora voz de mulher
contemplar a lua, o sol, o rio, a maré
de matéria etérea toda matéria é o que é
verba é verbo palavra é lavra
é pura lava de vulcão
o artista é livre
vive de brisa no furacão
meu irmão
ser contemplado é fácil
difícil mesmo receber a verba
gastar dinheiro é fácil
o difícil é fazer render
bordar a renda é difícil
é mais difícil escolher
dizer poema é fácil
mais fácil ainda entender
bordadeira borda
o poeta chora triste que é
a rendeira rende
a viola chora voz de mulher
contemplar a lua, o sol, o rio, a maré
de matéria etérea toda matéria é o que é
verba é verbo palavra é lavra
é pura lava de vulcão
o artista é livre
vive de brisa no furacão
meu irmão
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
tudo a seu tempo

és um senhor tão bonito
quanto a cara do meu filho
tempo tempo tempo tempo
vou te fazer um pedido
tempo tempo tempo tempo
compositor de destinos
tambor de todos os ritmos
tempo tempo tempo tempo
entro num acordo contigo
tempo tempo tempo tempo
por seres tão inventivo
e pareceres contínuo
tempo tempo tempo tempo
és um dos deuses mais lindos
tempo tempo tempo tempo
que sejas ainda mais vivo
no som do meu estribilho
tempo tempo tempo tempo
ouve bem o que te digo
tempo tempo tempo tempo
peço-te o prazer legítimo
e o movimento preciso
tempo tempo tempo tempo
quando o tempo for propício
tempo tempo tempo tempo
de modo que o meu espírito
ganhe um brilho definido
tempo tempo tempo tempo
e eu espalhe benefícios
tempo tempo tempo tempo
o que usaremos pra isso
fica guardado em sigilo
tempo tempo tempo tempo
apenas contigo e migo
tempo tempo tempo tempo
e quando eu tiver saído
para fora do círculo
tempo tempo tempo tempo
não serei nem terás sido
tempo tempo tempo tempo
ainda assim acredito
ser possível reunirmo-nos
tempo tempo tempo tempo
num outro nível de vínculo
tempo tempo tempo tempo
portanto peço-te aquilo
e te ofereço elogios
tempo tempo tempo tempo
nas rimas do meu estilo
tempo tempo tempo tempo
....
oração ao tempo - caetano veloso
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
rios a fio
chuva que cobriu
o céu
azul
de nuvens
chuva que caiu
do mar
azul
distante
chuva que choveu
no rio
chuva se perdeu
no meio-fio
chuva que limpou
o céu azul
sem nuvens
chuva se lançou
no mar
azul
ausente
chuva que varreu
o rio
chuva que desceu
no meio fio
chuva que molhou
o meu amor
brotou
semente
chuva que regou
o meu jardim
floriu
choveu
você em mim
floriu
você
choveu em mim ...
choveu
o céu
azul
de nuvens
chuva que caiu
do mar
azul
distante
chuva que choveu
no rio
chuva se perdeu
no meio-fio
chuva que limpou
o céu azul
sem nuvens
chuva se lançou
no mar
azul
ausente
chuva que varreu
o rio
chuva que desceu
no meio fio
chuva que molhou
o meu amor
brotou
semente
chuva que regou
o meu jardim
floriu
choveu
você em mim
floriu
você
choveu em mim ...
choveu
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Cara Carol
respirar mais fundo
apenas pra sentir o cheiro
da terra molhada
:) atento à força do Prâna
mais um instante de vida
chove na marquise -
aquece o sono do mendigo
um cobertor vagabundo
:) um carrão levanta a sarjeta
dá um banho na vovó
por todos os cantos florescem
ipoméias azuis
:) como é bela a natureza...
sibipirunas... poinsétias
> a pomba suja
> sacia a sede na água turva
> que desce o meio-fio
:) o gato de olho vazado
se aproxima de mansinho (*)
> feliz aniversário -
> há quantos anos não via
> meu velho amigo ?
:) dois coelhos numa cajadada -
Bom Natal! Feliz Ano Novo!
........
:) em parceria virtual com celso pestana (haicai-l/yahoo)
apenas pra sentir o cheiro
da terra molhada
:) atento à força do Prâna
mais um instante de vida
chove na marquise -
aquece o sono do mendigo
um cobertor vagabundo
:) um carrão levanta a sarjeta
dá um banho na vovó
por todos os cantos florescem
ipoméias azuis
:) como é bela a natureza...
sibipirunas... poinsétias
> a pomba suja
> sacia a sede na água turva
> que desce o meio-fio
:) o gato de olho vazado
se aproxima de mansinho (*)
> feliz aniversário -
> há quantos anos não via
> meu velho amigo ?
:) dois coelhos numa cajadada -
Bom Natal! Feliz Ano Novo!
........
:) em parceria virtual com celso pestana (haicai-l/yahoo)
sábado, 13 de dezembro de 2008
FOTOGRAFIA E HAICAI - MEIO AMBIENTE E TECNOLOGIA
O respeito pelo meio ambiente, a compreensão dos ciclos naturais e a sensibilidade para com natureza aumentam na medida em que o participante amplia sua observação e percepção do universo, e a partir desta apreensão passa a fazer um relato poético do instante. No terreno da poesia, praticando haicai estamos seameamos e cultivamos o amor pela natureza .
De forma complementar, a fotografia - recorte de imagem que retrata o aqui e agora - reforça os conceitos apreendidos do haicai, e possibilita uma ampliação do foco e das possibilidades de interação as artes e o meio ambiente.
Por outro lado, o avanço da tecnologia digital e da internet vai permitir que a produção de imagens e poesia seja continuamente publicada, com a criação de um fotoblog da comunidade ou em outros sites disponíveis, onde a troca de informações é infinita.
Como numa colcha de retalhos o tempo se desenrola em espiral e conceitos ancestrais se mesclam, se costuram e se apropriam daquilo que há de mais moderno, a amplitude da comunicação, que reverbera mas deve preservar o olhar autêntico de cada indivíduo sobre si mesmo e sobre o ambiente.
>>
De forma complementar, a fotografia - recorte de imagem que retrata o aqui e agora - reforça os conceitos apreendidos do haicai, e possibilita uma ampliação do foco e das possibilidades de interação as artes e o meio ambiente.
Por outro lado, o avanço da tecnologia digital e da internet vai permitir que a produção de imagens e poesia seja continuamente publicada, com a criação de um fotoblog da comunidade ou em outros sites disponíveis, onde a troca de informações é infinita.
Como numa colcha de retalhos o tempo se desenrola em espiral e conceitos ancestrais se mesclam, se costuram e se apropriam daquilo que há de mais moderno, a amplitude da comunicação, que reverbera mas deve preservar o olhar autêntico de cada indivíduo sobre si mesmo e sobre o ambiente.
>>
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
primavera não nos deixe
" ...
sendas de ôku - a viagem de bashô
luas e sóis (meses e dias) são viajantes da eternidade.
os anos que vêm e se vão são viajantes também.
os que passam a vida a bordo de navios ou envelhecem montados a cavalo estão sempre de viagem, e seu lar se encontra ali onde suas viagens os levam.
os homens de antigamente, muitos, morreram pelos caminhos, e a mim também, durante os últimos anos, a visão de uma nuvem solitária levada pelo vento me inspirou contínuas idéias de meter o pé na estrada...
... quando, em 27 de março, me pus à caminho, havia neblina no céu da madrugada.
a pálida lua matutina tinha perdido o brilho, mas ainda se podia vislumbrar debilmente o monte Fuji. Em Ueno e Yanaka, os ramos das cerejeiras em flor me despertaram pensamentos tristes ao perguntar-me se algum dia os voltaria a ver.
meus amigos mais queridos tinham todos vindo à noite na casa de Sampu, para poder me acompanhar durante o curto trecho de viagem que eu faria em barco.
quando desembarcamos num lugar chamado Senju, a idéia de começar uma viagem tão longa me encheu de tristeza.
de pé sobre o caminho que talvez ia nos separar para sempre nesta vida que é como um sonho, chorei lágrimas de despedida:
primavera não nos deixe
pássaros choram
lágrimas no olho do peixe
..."
(Tradução: Paulo Leminski, in Bashô, a lágrima do peixe, ed. Brasiliense, 1983)
sendas de ôku - a viagem de bashô
luas e sóis (meses e dias) são viajantes da eternidade.
os anos que vêm e se vão são viajantes também.
os que passam a vida a bordo de navios ou envelhecem montados a cavalo estão sempre de viagem, e seu lar se encontra ali onde suas viagens os levam.
os homens de antigamente, muitos, morreram pelos caminhos, e a mim também, durante os últimos anos, a visão de uma nuvem solitária levada pelo vento me inspirou contínuas idéias de meter o pé na estrada...
... quando, em 27 de março, me pus à caminho, havia neblina no céu da madrugada.
a pálida lua matutina tinha perdido o brilho, mas ainda se podia vislumbrar debilmente o monte Fuji. Em Ueno e Yanaka, os ramos das cerejeiras em flor me despertaram pensamentos tristes ao perguntar-me se algum dia os voltaria a ver.
meus amigos mais queridos tinham todos vindo à noite na casa de Sampu, para poder me acompanhar durante o curto trecho de viagem que eu faria em barco.
quando desembarcamos num lugar chamado Senju, a idéia de começar uma viagem tão longa me encheu de tristeza.
de pé sobre o caminho que talvez ia nos separar para sempre nesta vida que é como um sonho, chorei lágrimas de despedida:
primavera não nos deixe
pássaros choram
lágrimas no olho do peixe
..."
(Tradução: Paulo Leminski, in Bashô, a lágrima do peixe, ed. Brasiliense, 1983)
sábado, 6 de dezembro de 2008
FOTOGRAFIA É UMA VISÃO
Fotografar é a arte de enquadar o mundo.
A fotografia evoluiu muito desde a câmera escura até a foto digital tirada de aparelhos celulares e hoje, faz parte do cotidiano das pessoas seja para registrar o momento, o amigo, a família, seja para criar imagens lúdicas, efeitos visuais, e toda a gama de possibilidades que a imagem fixa nos revela.
Nos últimos anos o acesso a uma câmera fotográfica ficou mais fácil, e neste momento passamos a questinar o mito da figura do fotógrafo como o detentor de uma técnica cara e rara, o que permite às pessoas experimentar a liberdade e os efeitos de ser o autor daquele registro.
No Brasil temos paisagens maravilhosas: montanhas, praias, rios, cachoeiras; uma infinidade de plantas, flores, bichos; cidades e gentes diferentes, culturas regionais, arquiteturas típicas. A diversidade do nosso país incentiva o surgimento de novos fotógrafos no mercado, com uma visão bastante apurada, clicando e divulgando nosso país tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, valorizando nossas belezas e denunciando as agressões a que são submetidos homens e natureza.
A nova geração se relaciona com a tecnologia digital de forma livre e curiosa, aproveitar essa fertilidade para semear as primeiras noções de enquadramento e estética, é dar subsídio para todos aqueles que buscam se expressar por meio da fotografia de maneira segura e autêntica.
Ampliar a visão, aguçar a percepção, tratar o momento como único e transitório, porque o rio nunca é mesmo, o sol nunca é igual, as nuvens se movem, e tudo isso pode ficar registrado num clic, é como parar o tempo, caçar um bicho, guardar a lembrança de alguém que passou, que cresceu, que ficou, na vida real e na fotografia.
A fotografia evoluiu muito desde a câmera escura até a foto digital tirada de aparelhos celulares e hoje, faz parte do cotidiano das pessoas seja para registrar o momento, o amigo, a família, seja para criar imagens lúdicas, efeitos visuais, e toda a gama de possibilidades que a imagem fixa nos revela.
Nos últimos anos o acesso a uma câmera fotográfica ficou mais fácil, e neste momento passamos a questinar o mito da figura do fotógrafo como o detentor de uma técnica cara e rara, o que permite às pessoas experimentar a liberdade e os efeitos de ser o autor daquele registro.
No Brasil temos paisagens maravilhosas: montanhas, praias, rios, cachoeiras; uma infinidade de plantas, flores, bichos; cidades e gentes diferentes, culturas regionais, arquiteturas típicas. A diversidade do nosso país incentiva o surgimento de novos fotógrafos no mercado, com uma visão bastante apurada, clicando e divulgando nosso país tanto para brasileiros quanto para estrangeiros, valorizando nossas belezas e denunciando as agressões a que são submetidos homens e natureza.
A nova geração se relaciona com a tecnologia digital de forma livre e curiosa, aproveitar essa fertilidade para semear as primeiras noções de enquadramento e estética, é dar subsídio para todos aqueles que buscam se expressar por meio da fotografia de maneira segura e autêntica.
Ampliar a visão, aguçar a percepção, tratar o momento como único e transitório, porque o rio nunca é mesmo, o sol nunca é igual, as nuvens se movem, e tudo isso pode ficar registrado num clic, é como parar o tempo, caçar um bicho, guardar a lembrança de alguém que passou, que cresceu, que ficou, na vida real e na fotografia.
HAICAI É UM CAMINHO
O haicai ou haiku é um gênero de poesia japonesa, com ampla divulgação pelo mundo, em especial no Brasil. É praticado desde 1500 e vem preservando suas características através dos séculos graças ao incansável trabalho dos mestres e seus discípulos. Desperta interesse por agregar poesia e objetividade, por transmitir uma imagem sem descrevê-la racionalmente, deixando espaço para que o leitor compartilhe as sensações.
A aprendizagem do haicai pode ser estimulada a qualquer tempo, em qualquer idioma, por pessoas de todas as idades. Permite aguçar a percepção para a natureza, a passagem do tempo, a mudança das estações. O efêmero e o eterno; a vida e sua transitoriedade.
Comparado às artes marciais, o haicai desembarcou na bagagem dos imigrantes japoneses e, desde então, tem conquistado admiradores.
Exercitar o olhar, notar e anotar. Essa arte que se mantém viva por séculos, ensinada e transmitida dentro da cultura japosesa, atravessou o oceano em busca de novos horizontes e se instalou de vez no coração do Brasil.
O Brasil tem a maior produção de haicais depois do Japão –
O haicai é uma viagem de fora para dentro; é captar a emoção do instante, eternizar o “aqui-agora”; é redescobrir o mundo em seus tempos e as nuances de cada ciclo da vida.
Quem busca o haicai deve estar atento, participar da natureza, ler muito e escrever sempre. De vez em quando, um haicai acontece, e outros mais acontecerão. Cotidianos como flores na primavera; ocasionais como as luas de outono; são estrelas que iluminam a busca por um novo caminho.
A aprendizagem do haicai pode ser estimulada a qualquer tempo, em qualquer idioma, por pessoas de todas as idades. Permite aguçar a percepção para a natureza, a passagem do tempo, a mudança das estações. O efêmero e o eterno; a vida e sua transitoriedade.
Comparado às artes marciais, o haicai desembarcou na bagagem dos imigrantes japoneses e, desde então, tem conquistado admiradores.
Exercitar o olhar, notar e anotar. Essa arte que se mantém viva por séculos, ensinada e transmitida dentro da cultura japosesa, atravessou o oceano em busca de novos horizontes e se instalou de vez no coração do Brasil.
O Brasil tem a maior produção de haicais depois do Japão –
O haicai é uma viagem de fora para dentro; é captar a emoção do instante, eternizar o “aqui-agora”; é redescobrir o mundo em seus tempos e as nuances de cada ciclo da vida.
Quem busca o haicai deve estar atento, participar da natureza, ler muito e escrever sempre. De vez em quando, um haicai acontece, e outros mais acontecerão. Cotidianos como flores na primavera; ocasionais como as luas de outono; são estrelas que iluminam a busca por um novo caminho.
FUNARTE
Prezados,
Vimos por meio deste comunicar que seu projeto foi incluído na relação de
premiados no edital Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em
Pontos de Cultura (publicado hoje, em Diário Oficial da União, seção 1).
Desta forma, solicitamos que nos seja enviado, com A MÁXIMA URGÊNCIA,(NOSSO
PRAZO PARA O RECEBIMENTO DA CORRESPONDÊNCIA AQUI NA FUNARTE É ATÉ QUARTA-FEIRA)
o conjunto de documentos descritos no edital como "Obrigações dos >
classificados" - citados abaixo:
Vimos por meio deste comunicar que seu projeto foi incluído na relação de
premiados no edital Prêmio Interações Estéticas - Residências Artísticas em
Pontos de Cultura (publicado hoje, em Diário Oficial da União, seção 1).
Desta forma, solicitamos que nos seja enviado, com A MÁXIMA URGÊNCIA,(NOSSO
PRAZO PARA O RECEBIMENTO DA CORRESPONDÊNCIA AQUI NA FUNARTE É ATÉ QUARTA-FEIRA)
o conjunto de documentos descritos no edital como "Obrigações dos >
classificados" - citados abaixo:
Assinar:
Postagens (Atom)





